Se estudou marketing ou comunicação, é muito provável que tenha ouvido falar do termo buyer persona. Ferramenta essencial para a criação de uma estratégia de marketing, este artigo reflete sobre a sua importância (e da buyer journey). 

Uma persona é uma personagem fictícia que representa o perfil do ‘cliente ideal’ para a nossa empresa. Baseada em dados e características reais, como o seu comportamento nas redes sociais, dados demográficos e desafios/objetivos perante o serviço que oferecemos, acaba por ser uma ferramenta de segmentação de mercado, essencial para definir o tom das mensagens que queremos transmitir no plano de marketing digital.

Neste sentido, deve-se criar um perfil que sintetize as principais características dos consumidores da nossa marca, com vista a desenvolver estratégias alinhadas ao público-alvo e que respondam às suas necessidades. Analisando este cenário, é claro que buyer persona e público-alvo são conceitos diferentes.

Ambos importantes, enquanto a persona é detalhada, o público-alvo define um segmento generalizado de audiência com características em comum que a nossa empresa escolhe para direcionar a sua comunicação. A título de exemplo, considere que a sua empresa é de tecnologia:

Buyer Persona - Gonçalo Dias, 20 anos, estudante de Engenharia Informática no Instituto Superior Técnico; mora com 2 amigos; além de informática e tecnologia, é apaixonado por música (nomeadamente Rock) e futebol, sendo fanático pelo Sporting; é o melhor aluno da turma e procura estágios na sua área de estudo.

Público-alvo - jovens entre 17 e 23 anos, estudantes de informática.

Sabendo distinguir estes conceitos, qual é a importância das buyer personas para um plano de marketing?

1. Aprofundar o conhecimento sobre a audiência

Considerando que as personas são mais detalhadas que o público-alvo, é possível ter um conhecimento mais profundo sobre os nossos consumidores e potenciais consumidores. 

2. Compreender o valor do nosso produto para o público

Na linha do ponto anterior, é também possível saber de que forma o nosso produto responde às necessidades da audiência. Seguindo o exemplo anterior: se soubermos que estamos a falar com alguém que estuda, é fã de tecnologia e gosta de Rock, conseguimos criar campanhas que integrem esses factos e chamar mais à atenção de quem tem esse perfil.

3. Definir os canais de comunicação com a audiência

Sabendo também como é que a persona se comporta online, ajuda na escolha dos canais de comunicação a adotar para a nossa marca.

4. Definir metas de marketing de conteúdo

Através da definição dos objetivos e desafios das buyer personas, conseguem-se criar conteúdos que estejam alinhados com o que pretendem ou resolvam os obstáculos colocados por elas. 

5. Melhorar a linguagem e tom da mensagem

Além do tipo de conteúdos a produzir, conhecer as personas ajuda a direcionar o tom de comunicação. 

Criadas as buyer personas - e conhecendo a suas suas vantagens -, segue a buyer journey, que traça o caminho percorrido por elas até que decidam comprar ou adquirir o nosso produto/serviço. À medida que passam pelas diferentes fases da viagem, começam a conhecer as suas necessidades, passando por três pontos: 1. consciencialização (awarness), 2. consideração (consideration) e  3.decisão (decision).

Na Lisbon Project, os projetos passam sempre pela fase da construção das buyer personas e respetiva journey. Se pretender maximizar a comunicação da sua empresa, estamos disponíveis para conversar consigo.